Sexta-feira celebrando a Transfiguração do Senhor, meditemos a Palavra de Deus.
A festa de hoje nos convida a refletir sobre a natureza Divina de Jesus e a sua presença entre nós que nos convida a não nos acomodarmos, mas nos envia para a missão de transfigurar, transformar as realidades de injustiças que existem e precisam de pessoas de vidas transformadas pela experiência do contato e união com o Senhor transfigurado, como aconteceu com Pedro, Tiago e João.
A primeira leitura, do Profeta Daniel, mostra um Deus transfigurado, revelado em todo seu esplendor. O Profeta mostra o poder de Deus, um poder eterno que não tem fim e um Reino que não acabará. Esse é o Reino da justiça e do amor que não passam, e nós somos chamados, como discípulos e missionários de Jesus Cristo, o Filho do Homem, a construir esse Reino e dele participar.
O Evangelho mostra Jesus chamando três de seus discípulos a parte e levando-os para o alto de uma montanha. O alto da montanha, como já vimos em outros momentos, é lugar do encontro com Deus e de desafios.
Jesus chamou Pedro, Tiago e João. Por que esses e não os outros? Eles foram chamados porque talvez fossem os que mais precisassem ter, naquele momento, as vidas transfiguradas, transformadas.
Pedro foi aquele que negou Jesus em algumas ocasiões. Ele também teve muita dificuldade de entender o projeto de Jesus e seu messianismo. Vimos isso ontem, quando ele não compreendeu quando Jesus disse que iria sofrer, morrer e ressuscitar.
Tiago e João são filhos daquela mãe que pediu a Jesus um lugar de destaque, de privilégios no Reino. Seguir Jesus por interesse é sinal de necessidade de transformação da vida e dos ideais.
Os três discípulos tiveram a graça de ver Jesus na sua dimensão Divina. Durante a transfiguração, eles ficaram alegres, e isso fez com que quisessem eternizar o momento, se acomodando, construindo três tendas. Mas Jesus percebeu isso e não permitiu. Quem faz a experiência da transfiguração não pode se acomodar no alto da montanha, mas deve descer para a planície e ir ao encontro das pessoas e situações que precisam ser também transfiguradas.
Mesmo que o lugar seja bom, os discípulos não podem ter medo de enfrentar a realidade. Que aprendamos a perceber os sinais da transfiguração de Jesus em nossa vida, que esse sinais nos transformem e que não nos acomodemos, mas estejamos sempre prontos para ir ao encontro das pessoas e das realidades que precisam de nossa ajuda.
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Padre Cícero Romão Batista teve a experiência do encontro com o Senhor transfigurado que se revelou com o seu Coração amoroso. Esse experiência transformou a vida do Padrinho de tal forma, que ele não temia enfrentar nenhuma situação que aparecia querendo impedir a concretização da missão que recebeu nesse encontro.
Padre Cícero desceu do encontro com o Mestre e foi ao encontro das muitas realidades que precisavam de transformação. Onde não havia educação ele construía escolas; onde não havia trabalho ele empreendia alguma obra ou trabalho na roça; para quem não tinha moradia ele conseguia uma, muitas vezes sua própria casa se transformava na casa de todos; se faltava alimento ele partilhava das doações que recebia e ninguém saia de mãos vazias; na falta de saúde ele auxiliava o povo de todas as formas possíveis, inclusive com seu conhecimento do uso das plantas medicinais; onde não havia fé o Padrinho com a sua pregação popular e com a oração do Santo Rosário alimentava a vida espiritual do povo.
COM PALAVRAS E AÇÕES TRANSFIGUREMOS O MUNDO, ASSIM TEREMOS AS GRAÇAS NECESSÁRIAS PARA BEM VIVER.
Recebam minha bênção sacerdotal na certeza de que Deus está no comando de tudo, sempre!
Pai, Filho e Espírito Santo!
Amém!
Pe. Cícero José
Reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores
Com alegria, toda a Igreja festeja neste dia, a Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual se encontra testemunhada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Neste fato bíblico, nós nos deparamos com o segredo da santidade para todos os tempos: “Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprove escolher. Ouvi-o!” (Mc 9,7)
Sem dúvida, os santos que estamos lembrando hoje, somente estão no Eterno Tabor, por terem vivido esta ordem do Pai. Conta-se que eram jovens cristãos e estavam na escola, quando souberam que o perseguidor e governador Daciano acabara de entrar na cidade. Sendo assim, os santos Justo e Pastor, fugiram, mas foram pegos e entregues por pagãos ao grande perseguidor dos cristãos.
Diante do governador que estava sobre o seu cavalo, os corajosos discípulos de Cristo não recuaram diante das ameaças, tanto assim que, frente à possibilidade do martírio, a resposta de São Justo e Pastor foi um canto de felicidade. O governador, ridicularizado pela fé que transfigurava aqueles jovens, mandou que lhes cortassem as cabeças, isto ocorreu em Alcalá de Henares, em Castela, no ano de 304.
Santos Justo e Pastor, rogai por nós!