Reflexão da Palavra de Deus para o seu dia
Sexta-feira na oitava da Páscoa
Meus irmãos, o Evangelho de hoje nos fala da terceira aparição de Jesus Ressuscitado aos seus discípulos. Jesus se manifesta a eles no mar de Tiberíades, é o mesmo mar da Galiléia, o lago de Genesaré, local também onde Jesus disse a Maria que os encontraria. É exatamente onde foram chamados por Jesus! Tudo havia começado à beira daquele lago. Mas Jesus foi morto. A crise tomou conta do grupo, eles ficaram desorientados, sem esperança. Eles voltaram para suas casas tentando compreender tudo o que aconteceu e querendo encontrar um rumo. E lá estavam, Simão Pedro, Tomé, Natanael, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. E quando Pedro diz: "VOU PESCAR," é como se ele estivesse tentando voltar à vida que tinha antes de conhecer Jesus, vida de pescador. Podemos observar que Pedro não chama seus companheiros, eles que se dispõem a acompanhá-lo, e dizem: "TAMBÉM VAMOS CONTIGO." Esse relato lembra muito a pesca milagrosa. Nessa noite também eles não pescaram nada, e nem tinham como, eles estavam atormentados e faltava-lhes o elemento essencial, que é a presença de Jesus, a certeza da ressurreição de Cristo. Sem essa certeza na nossa vida todo trabalho se torna vazio. Ao amanhecer, eles retornaram e Jesus estava de pé na margem do mar, e os discípulos não reconheceram Jesus, apesar do amor que tinham por ele. Estavam sofrendo e não tinham motivação para dar continuidade a missão que Cristo lhes tinha confiado. O fracasso da pesca, no Evangelho de hoje, é o símbolo da desilusão, da infecundidade da ação na ausência de Jesus.
Jesus aparece mais esta vez, para devolver aos Apóstolos a coragem e a fé. E diz a eles: "LANÇAI A REDE À DIREITA DA BARCA E ACHAREIS." E como da primeira vez, três anos atrás – quando tudo começou – eles obedecem e a pesca é abundante, o milagre acontece. Pegaram uma grande quantidade de peixes, que não conseguiam puxar a rede. A abundância da pesca significa o trabalho missionário: "DE TODAS AS NAÇÕES FAZEI DISCÍPULOS."
E João diz a Pedro: "É O SENHOR!" João, o discípulo amado, reconhece Jesus. Nem a Sua presença física nem a Sua palavra foram capazes de fazer os Apóstolos identificá-lo; foi a pesca abundante – "O SINAL" que abriu os olhos do discípulo que Jesus amava. Pedro, que parece ter feito muita coisa sem pensar, foi o único que se vestiu e se jogou no mar para ir ao encontro de Jesus. Nada perguntaram, mas tinham a fé e a certeza de que aquele homem era Jesus.
Depois de Jesus mandar, Simão Pedro retomou as “REDES,” assumindo a sua função de pastor.
E mais uma vez Jesus partilha o pão e o peixe entre eles, e nos convida também a participarmos dessa partilha, e não podemos esquecer que já pedimos a Ele: “SENHOR, FICA CONOSCO!” - O pão e o peixe são um sinal Eucarístico. “O PEIXE ASSADO SIMBOLIZA AQUILO QUE CRISTO SOFREU, E O PÃO, QUE ELE É O ALIMENTO DESCIDO DO CÉU.”
A todos nós diz Jesus neste dia da Páscoa: "LANÇAI A REDE,"" isto é, *"ESTAI A SERVIÇO DA MINHA MISSÃO REDENTORA ENTRE OS VOSSOS IRMÃOS, OS HOMENS." Para esta missão nos envia a Eucaristia que celebramos em nossas comunidades. Jesus nos dá a missão, mas assim como os Apóstolos, nós precisamos de sua presença, e a encontramos em sua Palavra, nos momentos de oração, em silêncio. Assim poderemos ouvir sua voz e o que Ele tem a nos dizer, e como Pedro não devemos parar diante das possíveis "LOUCURAS" que venhamos a cometer. Lembremos que somos humanos. Estamos indo em busca Dele, e sendo obedientes a Ele, nossa missão será abençoada.
Que os Evangelhos dessa semana estejam nos ensinando ainda mais o quanto precisamos de Jesus para nos orientar e fortalecer.
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Não desanimar diante das tristezas, reconhecer o Mestre, ir ao seu encontro, assumir o posto de pastor estando sempre à serviço, foram virtudes do Servo de Deus Padre Cícero Romão. Ele trouxe em sua missão essas virtudes porque colocou Jesus ressuscitado, aquele que alimenta a caminhada, no centro de sua vida.
Quando Jesus pediu para ele cuidar do povo, imediatamente ele fez como Pedro, agarrou a rede da missão e começou a pescar (reunir, acolher, escutar, orientar) os filhos de Deus de todos os lugares, para que cada um pudesse participar do banquete que o Mestre preparou.
O Servo de Deus Padre Cícero é exemplo de Igreja que reconhece o Senhor, que corre ao seu encontro e que cumpre a missão para a qual foi enviada.
Sejamos luz: ENCONTREMOS O SENHOR, FORTIFIQUEMOS NOSSA CORAGEM E ALIMENTEMOS NOSSA FÉ, ASSIM TEREMOS AS GRAÇAS NECESSÁRIAS PARA BEM VIVER.
Recebam minha bênção sacerdotal na certeza de que Deus está no comando de tudo, sempre!
Pai, Filho e Espírito Santo!
Amém!
Pe. Cícero José
Reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores
A santa de hoje é fundadora das ‘Filhas da Caridade’, congregação que iniciou em Veneza, Itália.
Nasceu em Verona, no ano de 1774 e faleceu com 61 anos. Mas viveu o céu já aqui, acolhendo a salvação e sendo canal dela para muitos.
Perdeu cedo seus pais. Teve seu chamado à vocação religiosa, numa consagração total, mas não foi aceita na primeira tentativa, porém, não parou no primeiro obstáculo.
Uma mulher mística. Pela sua vida de oração e seu amor a Jesus Crucificado, galgou degraus para uma mística profunda, sendo muito sensível à dor dos irmãos.
Viveu num tempo difícil, de guerras, precisando refugiar-se em Veneza. Ali, ela discerniu o carisma como fundadora, e na prática – por causa dos órfãos, enfermos e vítimas da guerra – sua caridade era ardente e reconhecida por muitos. Napoleão Bonaparte conhecia seu testemunho e a chamava de ‘anjo da caridade’.
Entrou na glória de Deus, porque deixou a glória de Deus a transformar aqui.
Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!