Dom Gilberto e a mitra de palha

Dom Gilberto e a mitra de palha

Categoria: Basílica

15/11/2018 Por: Rozelia Costa


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Durante a última Romaria de Finados, em Juazeiro do Norte/CE, o bispo da Diocese de Crato, dom Gilberto Pastana, em uma das celebrações que presidiu, usou uma mitra feita de palha. Você sabe o que significa a mitra? Uma mitra  de palha?

Ao ler o livro do Levítico capítulo 8, versículo 13, no Antigo Testamento, percebe-se uma passagem que fala dos Sumos Sacerdotes usarem mitras: “Depois mandou que se aproximassem os filhos de Aarão, e os revestiu de túnicas e de cinturas, pondo-lhes também mitras nas cabeças, como o Senhor lhe tinha ordenado”.

Em uma ordenação episcopal o bispo recebe símbolos com significado de autoridade eclesial, as insígnias episcopais: anel, cruz peitoral, báculo e mitra. Essa última, a mitra, é uma cobertura usada na cabeça do bispo numa cerimônia.

Durante a Romaria de Finados, em Juazeiro do Norte/CE, nosso bispo diocesano, dom Gilberto Pastana usou uma mitra de palha. Mitra de Palha? Isso mesmo, mitra de Palha. Jesus, valorizava a cultura do seu povo, usava túnicas, mantos e sandálias artesãs. Igualmente fez nosso bispo ao usar uma mitra confeccionada por artesãos de Limoeiro do Norte, aqui do Ceará.

“A liturgia deve ser cada vez mais inculturada. Não só a liturgia, mas tudo aquilo que está em torno da liturgia e uma das insígnias do episcopado é a mitra. E como o romeiro tem também o chapéu, senti a necessidade de me igualar a eles inculturando, digamos assim, trazer para a mitra essa realidade do romeiro”, disse dom Gilberto.

 

A mitra é o "chapéu" cerimonial prelatício usado por abades, bispos, arcebispos, cardeais e o papa. “Aproveitei para usar na Romaria de Finados, trazendo para a celebração toda a vida do romeiro e toda a vida dos artesãos que trabalham em prol de conservar uma cultura. Uma cultura nativa, uma cultura popular”, concluiu.

Dom Pastana ganhou essa mitra de presente de um seminarista da Diocese de Limoeiro do Norte, o Cleirton Damasceno, ao falar do interesse de ter uma mitra que retratasse o POVO ROMEIRO.  O mesmo falou que a mitra episcopal é uma das obras de arte dos artesãos de Itaiçaba que trabalham com esse derivado da carnaúba, símbolo do Ceará.

Veja mais sobre a mitra na própria Bíblia Sagrada

Êxodo (28, 4.37.39; 29,6; 39, 28.31), Levítico (8,9 e 16,4) e Ezequiel (21,26), para significar, exatamente, a cobertura de cabeça ou chapéu distintivo usado pelo sumo sacerdote.

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