Mesmo nas estradas mais difíceis, os romeiros caminham sem murmurar: décima terceira noite do quinzenário reforça a esperança na cruz de Cristo

Mesmo nas estradas mais difíceis, os romeiros caminham sem murmurar: décima terceira noite do quinzenário reforça a esperança na cruz de Cristo

Categoria: Basílica

13/09/2025 Por: Nátiley Ribeiro | Jornalista


Na noite deste sábado, 13 de setembro, a Basílica Santuário de Juazeiro do Norte acolheu com fé e devoção a décima terceira noite do quinzenário em honra à Mãe das Dores. Este também foi o último dia da Romaria nos Setores - período em que a imagem da Padroeira repousa nos lares das famílias da comunidade paroquial - a programação iniciou-se com a bênção da imagem peregrina na residência de Dona Nair (in memoriam).

Na Praça do Romeiro e no patamar da Casa da Mãe das Dores, uma multidão aguardava a chegada da procissão com a imagem peregrina da Virgem Dolorosa. Após o cortejo até a Basílica, tiveram início os ritos preparatórios para a Santa Missa, presidida esta noite por Dom Magnus Henrique Lopes, OFMCap, bispo da Diocese de Crato.

Padres romeiros, diocesanos, seminaristas e religiosos também participaram da noite festiva. Entre eles, o Frei Roberildo Souza, ministro provincial dos Frades Menores Capuchinhos do Ceará e Piauí; o Padre Márcio, reitor do seminário da Arquidiocese de Maceió, que celebrava aniversário natalício; e o Frei José Soares, da Província Nordeste II, que comemorava 61 anos de ordenação presbiteral.

Inspirado na liturgia do dia, nas vésperas da Exaltação da Santa Cruz, Dom Magnus refletiu sobre o sentido da cruz, que outrora foi motivo de escândalo, mas em Cristo se tornou a árvore da vida. Ao recordar o povo que murmurava contra Deus durante a travessia no deserto, destacou que é para a cruz que os cristãos devem dirigir o olhar, pois nela encontram força e esperança. “Mesmo nas estradas mais difíceis, os romeiros caminham sem murmurar. Caminham sem reclamar. Caminham mantendo no coração a esperança de dias melhores”, afirmou o bispo, ressaltando que a cruz é sinal do amor e da fidelidade de Deus para com seus filhos.

Seguindo a reflexão, Dom Magnus lembrou que, assim como o povo do deserto, muitas vezes os cristãos também são tentados a murmurar, reclamar ou até mesmo blasfemar diante das dificuldades da vida. Nestes momentos de trevas, explicou, é preciso fazer como Nicodemos no Evangelho do dia: ir ao encontro de Cristo, erguer os olhos para a cruz e deixar-se iluminar pela fé. É desse olhar que brota a libertação dos venenos que levam à morte, não apenas a morte biológica, mas também a morte dos sonhos, da esperança e da alma.

Em conclusão, o bispo comparou a atitude de Deus a de um pai que educa os filhos, ensinando, corrigindo e impondo limites, para que não se percam no caminho da murmuração e da ingratidão. Ao final, reforçou a certeza de que o verdadeiro sentido da caminhada de fé está em perceber a grandeza do amor de Deus, revelado na cruz de Cristo, fonte de luz, esperança e de vida nova.

 

Vila Tabuleiro

Na véspera do encerramento do Show do Chapéu, Cacá do Acordeon animou os visitantes da Vila Tabuleiro neste sábado.

Aniversariante do dia, o músico destacou a sensação de estar presente na Festa da Mãe das Dores: "tocar aqui, pra mim, já é uma felicidade muito grande. E no dia do meu aniversário, tem um gostinho especial".

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