Ele não morreu, se mudou para o Céu: tradicional ‘missa do Dia 20’ faz memória dos 90 anos da passagem do Padre Cícero Romão Batista

Ele não morreu, se mudou para o Céu: tradicional ‘missa do Dia 20’ faz memória dos 90 anos da passagem do Padre Cícero Romão Batista

Categoria: Basílica

20/07/2024 Por: Patrícia Mirelly - Jornalista


A missão de Padre Cícero Romão Batista em Juazeiro do Norte continua a ressoar, especialmente através dos benditos populares, como aquele que proclama: “Hoje vivo em nossa luta, dá mais força à nossa voz!”. Este verso não apenas evoca a perseverança e a esperança dos romeiros, mas também sintetiza a dedicação e o cuidado do sacerdote em servir e confortar os necessitados, tornando-se um ponto de referência de fé e apoio para os que buscam alento nos momentos de desafio e adversidade.

Era manhã de 1934 quando o sacerdote deu seu último suspiro, mas não sem antes deixar o povo consolado: “Do Céu, pedirei a Nossa Senhora das Dores por todos vocês”. Esse legado de intercessão vive nos corações daqueles que, ainda hoje, visitam e se reúnem ao redor de seu túmulo.

Assim aconteceu nas primeiras horas da manhã deste sábado, 20 de julho, quando uma multidão já se reunia no largo da Capela do Socorro para celebrar a memória dos 90 anos da morte do patriarca do Sertão.

A santa missa foi solenemente presidida pelo bispo de Crato, Dom Magnus Henrique Lopes, e concelebrada pelos padres da diocese, marcando a primeira romaria alusiva à data. A celebração também contou com a significativa participação dos bispos do Ceará, incluindo o arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, bem como bispos de dioceses vizinhas e de outros estados do Nordeste.

Na homilia, Dom Magnus lembrou o amor do Padre Cícero pelo povo sertanejo, sua dedicação pastoral e sensibilidade para aliviar o sofrimento dos necessitados, além da esperança e do conforto manifestados através de suas palavras e ações.

“A memória e o legado espiritual do Padre Cícero permanecem vivos no coração das novas gerações. Noventa anos após sua morte, os fiéis continuam a visitar Juazeiro para honrar aquele que carinhosamente chamam de ‘meu padim’, grande patriarca do Nordeste, padrinho dos romeiros, o virtuoso e obediente sacerdote que ocupa um lugar especial no altar dos corações e dos lares. Padre Cícero continua vivo e amado”, disse o bispo diocesano de Crato.

“Se for do Vosso agrado que o Padre Cícero seja elevado à honra dos altares”

Um momento simbólico sucedeu o final da celebração: a bênção do túmulo do Padre Cícero. Na ocasião, os bispos também depositaram uma coroa de flores sobre a lápide.

Reunidos em uma só voz, o clero e o povo de Deus fizeram chegar ao céu a prece pela breve beatificação do Padre Cícero.

Abertura do ciclo de romarias

Sob o lema “Meu padrinho, quantas saudades o senhor deixou entre nós!” e com o tema “Servo de Deus Padre Cícero Romão: o missionário do Sertão”, a romaria é um momento de renovação espiritual e fortalecimento da nossa fé. Especialmente nesta ocasião, em que são celebrados os 90 anos desde a partida do padrinho, os devotos são incentivados a continuar o testemunho missionário do sacerdote sertanejo em suas comunidades e paróquias.

 

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